Ministério do Turismo aponta os desafios de São Luís como destino turístico
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Ministério do Turismo aponta os desafios de São Luís como destino turístico

TURISMO EM BAIXA

Muitos prédios tombados, porém, estão abandonados

JOCK DEAN – O ESTADO DO MA - Presença de bem cultural reconhecido como patrimônio cultural da Unesco é um dos principais diferenciais apontados pelo órgão; no entanto, a falta de conservação do Centro Histórico aparece como um desafio para a cidade


Desde 2008, o Ministério do Turismo (MTur), o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) e a Fundação Getulio Vargas (FGV) divulgam anualmente o Índice de Competitividade do Turismo Nacional, por meio do qual é possível analisar o nível de desenvolvimento de um destino turístico sob a ótica da competitividade – conceito que impulsiona o destino a superar-se ano após ano, proporcionando ao turista uma experiência cada vez mais positiva. Documento divulgado pelo ministério em 2015 analisa os desafios de São Luís para desenvolver seu potencial turístico. O documento serve para que o destino faça melhorias para o ano seguinte.

O índice geral alcançado por São Luís em 2015 indica que a capital maranhense tem um nível de competitividade 4, em uma escala que vai de 1 a 5. A cidade registrou estabilidade em relação ao último ano da pesquisa. O resultado é superior à média do Brasil e similar à média das demais capitais. Por competitividade o MTur entende a capacidade crescente de gerar negócios nas atividades econômicas relacionadas com o setor de turismo, de forma sustentável, proporcionando ao turista uma experiência positiva.
Resultados
O estudo feito pelo MTur apontou os seguintes diferenciais de São Luís em relação aos demais destinos turísticos: presença de bem cultural no destino reconhecido como patrimônio cultural da Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (Unesco); variedade de terminais de passageiros no território do destino, que atendem a diversos modais – aéreo, ferroviário, hidroviário e rodoviário; existência de setor específico de estudos e pesquisas em turismo no destino, como parte da estrutura do órgão municipal de gestão de turismo.

Já os desafios apontados foram os seguintes: necessidade de atuação direta na conservação urbana das áreas de circulação turística, em especial no centro histórico da cidade, principal atrativo cultural do destino, o que já está ocorrendo nos últimos meses; carência de aumento da segurança nas áreas de circulação turística do destino; ocupação hoteleira em baixa durante todo ano, mesmo durante o período anteriormente considerado alta temporada. Segundo relatado em campo, esta diferenciação entre alta e baixa temporada não é mais evidente.

Estudo do Fórum Econômico Mundial mostra que o Brasil subiu da 23ª para a 8ª posição entre os países mais competitivos em recursos culturais. A avaliação inclui desde prédios históricos até manifestações culturais e patrimônios imateriais. Pesquisa do Ministério do Turismo mostra ainda que mais de 10% dos turistas estrangeiros que vieram ao Brasil a lazer, em 2014, apontaram os recursos culturais e históricos como principal motivação da viagem.


Itens avaliados
A competitividade do destino é avaliada de acordo com 13 dimensões e mais de 60 variáveis. As dimensões ou áreas avaliadas são: infraestrutura geral, acesso, serviços e equipamentos turísticos, atrativos turísticos, marketing e promoção do destino, políticas públicas, cooperação regional, monitoramento, economia local, capacidade empresarial e aspectos sociais, ambientais e culturais.

Em São Luís, as dimensões com os maiores índices foram a capacidade empresarial e infraestrutura geral, resultados que atingiram o nível 5, o mais alto de competitividade na escala utilizada. Além dessas, a cidade também se destacou no desempenho das dimensões aspectos culturais, economia local, aspectos ambientais, marketing e promoção do destino, aspectos sociais, serviços e equipamentos turísticos e acesso, com índices correspondentes ao nível 4, indicando que há espaço para melhorias e inovações.
Apesar dos índices registrados por São Luís serem considerados satisfatórios pelo MTur, por corresponderem ao nível 3 de competitividade, as dimensões em que a cidade registrou os menores resultados foram políticas públicas, atrativos turísticos, monitoramento e cooperação regional.

Pesquisa
A pesquisa em São Luís foi realizada entre os dias 6 e 10 de julho de 2015. Nesse período, foram feitas entrevistas com diversos entes públicos e privados envolvidos direta ou indiretamente com o turismo, como a Secretaria Municipal de Turismo (Semtur) e outros gestores municipais, representantes dos empresários do setor hoteleiro, representantes dos empresários do setor de alimentação, representantes dos empresários do setor de receptivo, Sebrae, entre outros.

Além do levantamento de dados por meio de entrevistas, foram realizadas visitas técnicas aos principais equipamentos e atrativos turísticos da capital maranhense, além dos terminais de chegada a São Luís. Nesta etapa da avaliação, foram analisadas as principais características físicas dos atrativos turísticos e da estrutura urbana da cidade.
SAIBA MAIS
65 destinos avaliados


Foram avaliados 65 destinos turísticos brasileiros de acordo com o nível de competitividade alcançado. Observa-se que 28 destinos se encontram no mesmo nível que São Luís, 4, enquanto a maior parte dos destinos pesquisados encontra-se no nível 3.
Categoria A
Desde 2015, o MTur adotou uma nova metodologia para categorizar os municípios brasileiros. A partir de quatro variáveis de desempenho econômico: número de empregos, de estabelecimentos formais no setor de hospedagem, estimativas de fluxo de turistas domésticos e internacionais, os 3.345 municípios do Mapa do Turismo Brasileiro foram agrupados em cinco categorias, de A até E.
São Luis, assim como todas as capitais brasileiras, pertence a categoria A, que concentra os municípios com maior fluxo turístico e maior número de empregos e de estabelecimentos no setor de hospedagem. Neste grupo estão 51 municípios brasileiros. A categoria A responde por 47% da estimativa de fluxo turístico doméstico do Brasil e 82% do internacional.
Ainda no Maranhão, na categoria B está Imperatriz, pertencente ao Polo Chapada das Mesas. Já na C foram inseridas nove localidades maranhenses, incluindo Barreirinhas, Balsas, Estreito e Caxias. Outras 57 cidades estão distribuídas nos grupos D (44) e E (13).
O Mapa do Turismo Brasileiro é o instrumento que orienta a atuação do Ministério do Turismo no desenvolvimento das políticas públicas do turismo e define a área - o recorte territorial - que deve ser trabalhada prioritariamente. O mapa é atualizado periodicamente e sua última versão, de 2013, conta com 3.345 municípios, divididos em 303 regiões turísticas.
NÚMEROS
2.342 imóveis
 do Centro Histórico são tombados pela Unesco desde 1997
220 hectares é a extensão do Centro Histórico de São Luís


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