A CARNE É FRACA, E JÁ FOI SADIA!
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A CARNE É FRACA, E JÁ FOI SADIA!

 (Sotaque da Ilha, JP Turismo/Jornal Pequeno, 24.3.)         
Herbert de Jesus Santos      

                

A Operação Carne Fraca (o certo seria A Carne é Fraca), desencadeada pela Polícia Federal (PF), consoante nota da própria instituição, faz referência à expressão popular, a fim de demonstrar a fragilidade moral dos agentes públicos envolvidos nas fraudes, e que deveriam zelar e fiscalizar pela qualidade dos alimentos fornecidos à sociedade". Até aí , na nota da PF, a exigência de que todo mundo deveria saber  uma das maiores parábolas de Jesus Cristo, justamente, quando, após a última ceia (com seus 12 apóstolos) citou A Carne é Fraca, em reverência a que claudicaria ante o sofrimento físico por que passaria até a Cruz, e de  seria traído e entregue aos seus algozes romanos, por Judas, e com um beijo na face. Foi trasladada para a licenciosidade dos que pulam a cerca, com ou sem as bacanais, numa fragilizada conotação de que  representa a dificuldade de se resistir a certas tentações.         
                                        

 Em A carne é  fraca, a  sapiência nos orienta a seguir Mateus, o mais didático dos evangelizadores, e que não era mesmo de jogar conversa fora da bacia, em versículos 26 da Bíblia, após uma das preleções do Mestre aos seus discípulos: "Como vocês sabem, estamos a dois dias da Páscoa, e o Filho do Homem será entregue para ser crucificado". Naquela ocasião, os chefes dos sacerdotes e os líderes religiosos  se reuniram no palácio do sumo sacerdote, Caifás, e juntos planejaram prender Jesus à traição e matá-lo, no Monte do Calvário. 
                                
A ceia do Senhor e o indigesto Judas — Está lido com o preto no branco: No primeiro dia da Festa dos Pães sem Fermento, os discípulos dirigiram-se a Jesus e lhe perguntaram: "Onde queres que preparemos a refeição da Páscoa?" Fizeram como Jesus os havia instruído e prepararam a Páscoa. Ao anoitecer, Jesus estava reclinado à mesa com os Doze. E, enquanto estavam comendo: "Digo que certamente um de vocês me trairá". Eles ficaram muito tristes e começaram a dizer-lhe, um após outro: "Com certeza não sou eu, Senhor!" Jesus insistiu: "Aquele que comeu comigo do mesmo prato, há de me trair. O Filho do homem vai, como está escrito a seu respeito’’. Então, Judas, que haveria de traí-lo, na maior cara de pau, disse: "Com certeza não sou eu, Mestre!" Jesus exclamou, cheio de moral: "Sim, é você!"                                                     

O corpo e o sangue do Cordeiro de Deus  Jesus tomou o pão, deu graças, partiu-o e o deu aos seus discípulos, dizendo: "Tomem e comam; isto é o meu corpo". Em seguida tomou o cálice, deu graças e o ofereceu aos discípulos, dizendo: "Bebam dele todos vocês. Isto é o meu sangue da aliança, que é derramado em favor de muitos, para perdão de pecados. Eu digo que, de agora em diante, não beberei deste fruto da videira até aquele dia em que beberei o vinho novo com vocês no Reino de meu Pai". Foi como eu li — Depois de terem cantado um hino, saíram para o Monte das Oliveiras.      
                                        

    “O espírito está pronto, mas a carne é fraca!” Então Jesus foi com seus seguidores, para um lugar chamado Getsêmani,  e lhes disse: "Sentem-se aqui, enquanto vou ali orar. A minha alma está profundamente triste, numa tristeza mortal. Fiquem aqui e vigiem comigo"!  Indo um pouco mais adiante, prostrou-se com o rosto em terra e orou: "Meu Pai, se for possível, afasta de mim este cálice; contudo, não seja como eu quero, mas sim como tu Queres". Depois, voltou aos seus discípulos e os encontrou dormindo. "Vocês não puderam vigiar comigo nem por uma hora?", perguntou ele a Pedro. "Vigiem e orem, para que não caiam em tentação. O espírito está pronto, mas a carne é fraca." E retirou-se outra vez para orar: "Meu Pai, se não for possível afastar de mim este cálice sem que eu o beba, faça-se a tua vontade". Quando voltou, de novo os encontrou dormindo, porque seus olhos estavam pesados. Então os deixou novamente e orou pela terceira vez, dizendo as mesmas palavras. Depois voltou aos seus aprendizes e lhes disse: "Vocês ainda dormem e descansam? Chegou a hora! Eis que o Filho do homem está sendo entregue nas mãos de pecadores. Levantem-se e vamos!’’  
                                                                                              Jesus é preso e armaram um circo para Ele— Enfim, todos nós sabemos da Paixão de Cristo; Pedro negou Jesus três vezes, no cantar do galo; os que prenderam Jesus o levaram a Caifás, o sumo sacerdote, em cuja casa se haviam reunido os mestres da lei e os líderes religiosos; Judas suicidou-se por enforcamento, não levando com ele as 30 moedas do acordo, para entregar Jesus. E o Nazareno foi crucificado, morto e sepultado, e ao terceiro dias ressurgiu dos mortos, até       hoje.                                                                                         

  Luís Augusto na Sadia, nem a pau, Juvenal! — A Perdigão e  a Sadia, do mesmo dono —por que a carne  é  fraca—,acham-se em palpos de aranha, com a PF e o Mundo, sob suspeição de que enxertaram corpos estranhos em sua alimentação. O comercial da Sadia,  que usou nome próprio (Luís Augusto) criticado por gregos e troianos consumidores nas redes sociais; numa infeliz coincidência, rejeita os salames das concorrências, numa alusão a  que não estão cheirando bem. A peça publicitária, que estreou com o maior estardalhaço, batizou o presunto dos desafetos de Luís Augusto. Em uma das cenas, o atendente oferece o produto à cliente, que responde: “Luís Augusto está feio”! O tema chamou a atenção após postagens de pessoas homônimas, desancando o material. Alguns dos internautas logo ameaçaram processar a empresa. Uma das criticas sintetizou que a marca “investe no preconceito e no humor-bullying’’. A Sadia se deu muito melhor com a publicidade, em que uma senhora simpática, mesmo cutucada, para levar outra marca, mandou sua rejeição  com um sonoro  ‘’Nem a pau, Juvenal!’’                                                    

             Caiu na boca do Mundo, este país não é sério! — A imprensa internacional, desde a  sexta-feira (17), vem tirando a pele e desossando as empresas brasileiras num setor de maior consideração no cenário universal, com  Operação Carne Fraca no Brasil, que investiga um esquema de venda ilegal passada de carne com liberação de licenças e fiscalização irregular de frigoríficos e prendeu ao menos 20 funcionários. A agência Bloomberg frisou que as principais exportadoras de carne e frango no Brasil, a JBS e a BRF, estão sendo investigadas e que o esquema de corrupção também envolveu carnes para exportação, incluindo uma carga contaminada com salmonela que está a caminho da Europa.                                           

  “Este não é um país para ser levado a sério”! — Assim teria o presidente Charles De Gaulle definido o Brasil em 1962, irritado por causa da proibição da pesca de lagostas por barcos franceses no mar territorial brasileiro. É possível que a frase atribuída ao Herói da Resistência aos nazistas (na 2.ª Guerra Mundial-1939-45) tenha sido inventada por opositores do presidente João Goulart, mas há momentos, como agora, em que se duvida de nossa seriedade. Que queriam a cabeça de Jango, só doido duvida!                                   
A maçã rançosa no caixote Quem ouviu que uma maçã podre tem o poder de estragar todas as outras, pode crer, pois a afirmação é usada como metáfora, muitas vezes, para explicar que uma pessoa de má índole pode prejudicar um grupo inteiro.  No Brasil, essencialmente, pode passar adiante esta verdade cristalina, e com embasamento científico, além do sentido figurado: Algumas frutas, como maçãs e peras, produzem um hormônio gasoso chamado etileno, que, entre outras coisas, é conhecido por ser um agente de amadurecimento. Quando você guarda as frutas próximas umas das outras, o etileno que cada uma delas emite faz com que as frutas ao lado amadureçam mais rapidamente, e vice-versa.  
                                                                                                                 Botando os podres do Brasil na ruaA PF sinalizou com  que viu evidências de que as companhias estavam adulterando pacotes, para vender produtos que já haviam expirado e que encontraram níveis mais altos do que o permitido em peças como cabeças de porco misturadas com salsichas e frios.  A agência Bloomberg noticiou a Operação Carne Fraca no Brasil: "Escândalo da carne contaminada atinge as maiores empresas de alimento no Brasil". O jornal Financial Times sentenciou que, de acordo com a PF, o nome da investigação “Simboliza a moral fragilizada dos agentes públicos que supostamente permitiram-se serem corruptos”. A publicação também destaca a investigação pode minar a credibilidade das empresas envolvidas e da indústria brasileira de carne. O Wall Street Journal também noticiou a operação, e observou que as ações as empresas acusadas caíram na Bolsa de Valores de São Paulo. O jornal ouviu o presidente da Associação de Comércio Exterior do Brasil, José Augusto de Castro, que afirmou que as revelações desta investigação afetarão as exportações de carne no Brasil.                                                                                                                                                                                      Contra a Pátria, o Congresso Nacional está cheio de malcheirosos e os maus agentes públicos, em Brasília, rescendem a corrupção à distância considerável! Não é sem razão que a Operação Lava-a-Jato, do juiz federal Sérgio Moro, enceta a exposição das mazelas da politiquice e dos ladrões do colarinho-branco, alguns já no xilindró, com sentenças altas, inclusive, todo o santo dia!














































































































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