Livros do programa de educação patrimonial, proposto pelo Iphan e parceiros, serão lançados hoje, às 11h, no auditório do IFMA, em Alcântara
Para celebrar
o patrimônio
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O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional
(Iphan), em parceria com a Universidade Federal do Maranhão, Prefeitura de
Alcântara e a empresa Alcântara Cyclone Space (ACS), lança hoje, às 11h, no
Auditório do IFMA do município, os quatro livros paradidáticos fruto do
Programa de Formação Continuada para Educação Patrimonial no Estado do
Maranhão, que vem sendo trabalhado desde 2007. As obras são voltadas para
estudantes da rede pública de ensino (municipal e estadual), da 5ª a 8ª séries.
Foram produzidos 1.500 exemplares, os quais serão distribuídos em todas as
escolas de Alcântara.
Segundo a superintendente do Iphan no Maranhão,
Kátia Bogéa, o lançamento marcará o fechamento dos ciclos, uma vez que o
projeto vem sendo desenvolvido por etapas, desde o inventário nacional de
referências culturais de Alcântara, que serviu de pano de fundo para a produção
das obras, até a criação das histórias.
Os livros abordam temas relativos à educação
patrimonial, material e imaterial, enquanto narram às aventuras das personagens
Ana, Artur e José pelo município de Alcântara (sede e interior). As noções e
conceitos fundamentais para o debate ligado à preservação do patrimônio
cultural são, aos poucos, introduzidos e explicados (em quadros de texto e com
imagens) em linguagem um pouco mais científica. O enredo ficcional de fundo
ajuda a exemplificá-los. A pretensão é que os alunos se apropriem dos quadros
conceituais e sejam capazes de empregá-lo em situações cotidianas.
A equipe do projeto desenvolveu as duas primeiras
fases com a ajuda do antropólogo Rodrigo Ramassote e das historiadoras Flávia
Luz Pessoa e Larissy Barbosa Borges, autoras dos quatro livros que compõem a
coleção, batizada de “Patrimônio Contado - Alcântara, Cultura e Educação”, e
dos dois livros de apoio ao professor. Conforme Kátia Bogéa, a opção pelo uso
da mescla da narrativa de ficção com o texto didático e as propostas de
atividades deu-se pela avaliação de que a produção literária pode exercer uma
função importante no processo de aprendizagem, despertando o interesse a
respeito do contexto da história narrada.
“Além disso, não se pode esquecer que a literatura é
responsável pela formação de nosso universo de fantasias e referências, e
também uma maneira nova de experimentarmos a realidade. Outro dado importante a
ser observado é que a escolha por paradidático com linguagem ficcional a ser
adotado na disciplina de português, soluciona o problema de se tentar forçar o
currículo escolar com adoção de nova disciplina, no caso específico, a de
Educação Patrimonial”, disse a superintendente.
A equipe era composta de 10 professores doutores e
mestres da UFMA, das áreas de Educação, Biblioteconomia, Letras, Artes,
Sociologia e Antropologia, coordenada pelas doutoras Cenidalva Miranda de Sousa
Teixeira e Ilzeni Silva Dias. Participaram ainda os técnicos do Iphan e da
Secretaria Municipal de Educação, que realizaram, no segundo semestre de 2010,
a primeira capacitação com a duração de 180 horas a 90 professores das
disciplinas Português, História e Geografia, e técnicos da rede municipal de
ensino, que desenvolveram atividades de 5ª a 8ª série do ensino fundamental II,
responsáveis por 430 alunos, distribuídos em 22 escolas no município.
Capacitações - Para a implantação
dos quatro livros nas escolas foram realizadas quatro capacitações, perfazendo
mais de 500 horas. Paralelo às capacitações, os professores da UFMA realizaram
o monitoramento e avaliação, que ocorreu até o ano passado, quando da
implantação do quarto e último livro paradidático. Ao longo do período de 2010
a 2015, foram realizadas as capacitações junto aos professores visando ao alcance
do maior grau de entendimento, sentimento de pertencimento e, sobretudo,
reforço com os educadores, visando à introdução dos outros livros, até o
fechamento de todo o ciclo.
Em razão do projeto, foram feitos estudos sobre o
município de Alcântara, e um questionário foi aplicado em quatro escolas polo
do município nos meses de dezembro de 2007 e janeiro de 2008. Após essa etapa
de pesquisa, dois grupos de 15 alunos do ensino fundamental II, um da sede e um
da comunidade Cajueiro, foram selecionados para participar das oficinas que
tiveram como principal objetivo propiciar um espaço de interação entre os
oficineiros e os alunos, para que experimentassem diversos recursos didáticos
(leituras, dinâmicas, atividades de expressão artística, redação, exposição
oral, entre outros) e promovessem discussões ligadas aos diversos campos
temáticos que formam o debate da preservação patrimonial, a fim de levantar uma
série de informações para a etapa de redação do projeto.
SERVIÇO
O quê
Lançamento dos livros do Programa de Formação
Continuada para Educação Patrimonial no Estado do Maranhão
Quando
Hoje, às 11
Onde
IFMA de Alcântara
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