Festejo de Santo Antônio acontece em meio a paredes rachadas, infiltrações e escoras de madeira
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Festejo de Santo Antônio acontece em meio a paredes rachadas, infiltrações e escoras de madeira



EDILAYNE SOARES
ESPECIAL PARA O JP


Iniciado no dia 1º deste mês, uma quinta-feira, com encerramento previsto para o dia 13 de junho, está acontecendo o festejo em homenagem a Santo Antônio, no centro de São Luís. Este ano, o festejo ressalta a temática das vocações para a igreja, fazendo relação ao retorno das atividades no Seminário Santo Antônio – situado ao lado da paróquia. Apesar das celebrações e do período festivo, a igreja do “Santo Casamenteiro”, assim como o largo, apresentam inúmeros problemas estruturais e de conservação, como paredes rachadas, sinais de infiltração e parte do forro de madeira escorado para não cair.

Esta semana a reportagem do Jornal Pequeno visitou a Paróquia de Santo Antônio, ocasião na qual conversou com o padre Clemilton Moraes – reitor do seminário e pároco da igreja. O religioso revelou que somente após o início do festejo o largo passou a receber serviços de limpeza; que, acredita o padre, só estão sendo realizados depois da veiculação de algumas matérias denunciando a situação precária da estrutura tanto da igreja como do largo.

O padre informou que, em conversa com uma pessoa responsável pela equipe que realizou o trabalho de limpeza do largo, ficou sabendo da possibilidade, não confirmada, de até o final do festejo seja iniciada a restauração da fachada da igreja, caso haja liberação por parte do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).

Lamentando o estado em que se encontra aquele templo religioso, padre Clemilton Moraes afirmou que desde 2014 não acontecem celebrações de casamento. “Justamente na igreja do santo tido como casamenteiro”, ressaltou. Ele acredita que as pessoas deixam de optar pela Igreja de Santo Antônio para se casar pelo aspecto deteriorado da fachada e da falta de restauração do templo.
Durante a permanência no local, a reportagem do JP aproveitou para percorrer as dependências da igreja e constatar a realidade atual do templo que, em outubro de 1991, hospedou o Papa João Paulo II durante sua visita à capital maranhense. Entre os detalhes que chamaram atenção está o alto grau de deterioração da fachada, com diversas rachaduras, grande parte do reboco caindo e até plantas estão crescendo sobre a entrada principal.
Também foi possível perceber que algumas janelas estão quebradas, assim como o forro de madeira apresenta falhas e cupins em vários pontos. E, logo na entrada da igreja, o forro está escorado por peças de madeira. No largo, os bancos estão quebrados, outros não possuem mais os acentos.






A REFORMA

Segundo informações levantadas pelo JP, a reforma da Igreja de Santo Antônio é de responsabilidade do Iphan, estando incluída entre as obras previstas no Programa de Aceleração do Crescimento das Cidades Históricas (PAC Cidades Históricas). A aprovação da reforma aconteceu em julho de 2013, quando a superintendente do Iphan no Maranhão ainda era Kátia Bogéa, que atualmente ocupa o cargo de presidente nacional do órgão, e estava avaliada em R$ 1,870 milhão.

O FESTEJO

O padre Clemilton Moraes informou que o festejo em homenagem a Santo Antônio conta com a participação das doze dioceses do Maranhão, durante as celebrações; e que marca o retorno das atividades no Seminário, que estava parado há quase dez anos. O pároco destacou a grande devoção dos fiéis ao santo; que, muito além das tradições, possuem uma relação de consideração no aspecto da fé e da confiança e, do mesmo modo, no desejo da constituição da família, no quesito da maternidade e do matrimônio.

Sobre o apoio, Clemilton Moraes declarou que, antigamente, o festejo era recheado de programações culturais e estrutura, mas, neste ano, até o momento, está contando somente com a ajuda da Secretaria Municipal de Trânsito e Transporte (SMTT), da Companhia de Saneamento Ambiental do Maranhão (Caema) e da Secretaria Municipal de Obras e Serviços Públicos (Semosp); estando pendente a resposta sobre a disponibilização da estrutura de palco e som, ao menos para o encerramento.

O padre informou que tal estrutura se faz necessário, principalmente, no último dia do festejo quando o número de fiéis aumenta, tanto na igreja quanto no largo, por conta das celebrações que serão realizadas no decorrer de todo o dia, sendo necessário um som grande e uma estrutura de palco que atenda aos devotos que acompanharão as cerimônias eucarísticas, especialmente durante a missa campal. Visando suprir a falta das atrações, está sendo usado som mecânico com músicas da época junina, enquanto ocorre a venda de comidas típicas após o ato litúrgico.

OUTRO LADO

O Jornal Pequeno procurou a assessoria do Iphan no Maranhão, a fim de obter esclarecimentos sobre a reforma pela qual deve passar todo o complexo da Igreja de Santo Antônio. Como resposta, foi informado que o projeto já teve aprovadas a etapa 1, que consiste na identificação e conhecimento do bem; a etapa 2, que diz respeito ao mapeamento dos danos e análise do estado de conservação; e a etapa 3, que inclui o estudo preliminar, o projeto básico e projeto executivo. E, ainda, que a etapa 4 está sendo analisada pela equipe técnica do PAC/São Luís; essa fase diz respeito aos projetos complementares, como estrutural, de instalações hidrossanitárias e água pluvial, instalações elétricas, prevenção e combate a incêndios, entre outros aspectos. O Iphan comunicou também que, quando o projeto estiver todo concluído, será realizada a licitação para futura contratação da obra.

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