“Lula me orientou a destruir documentos durante a Lava Jato, diz Leo Pinheiro
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“Lula me orientou a destruir documentos durante a Lava Jato, diz Leo Pinheiro

José Aldemário Pinheiro Filho, o Léo Pinheiro, em depoimento à CPI da Petrobras no ano passado

Em depoimento ao juiz Sergio Moro na tarde desta quinta-feira, José Aldemário Pinheiro, o Léo Pinheiro, ex-presidente da construtora OAS, revelou que foi orientado pessoalmente pelo ex-presidente Lula a destruir provas que pudessem incriminá-lo na Operação Lava-Jato. “Lula me orientou a destruir documentos durante a Lava-Jato”, disse Léo Pinheiro a Sergio Moro.


Segundo Léo Pinheiro, a destruição de evidências foi discutida com Lula em um encontro sigiloso em maio de 2014, quando a Operação Lava-Jato ainda começava a vasculhar o propinoduto do petrolão. O empreiteiro também deu detalhes de dois casos emblemáticos que envolvem o ex-presidente Lula. As obras no sítio de Atibaia e os negócios envolvendo o tríplex do Guarujá, que Lula nega ser dele.

“Eu tive um encontro com o ex-presidente, em junho, tenho anotado na minha agenda, onde o presidente [Lula] me fez textualmente a seguinte pergunta: “Léo, o senhor fez algum pagamento a João Vaccari no exterior? Eu disse: ‘Não presidente, nunca fiz pagamentos a essas contas que nós temos com Vaccari no exterior’. ‘Como você está procedendo os pagamentos para o PT?’ Através do João Vaccari. Você tem algum registro de algum encontro de contas feita com João Vacarri com vocês? Se tiver, destrua”.

A denúncia

A denúncia foi aceita em setembro do ano passado e abrange três contratos da OAS com a Petrobras. De acordo com a acusação, R$ 3,7 milhões em propinas foram pagos a Lula. Para os procuradores do Ministério Público Federal (MPF), a propina se deu por meio da reserva e reforma do apartamento triplex, em Guarujá, e do custeio do armazenamento de seus bens.
Lula responde por corrupção passiva e lavagem de dinheiro nesta ação penal. Ele também é réu em outro processo relacionado à Lava Jato na Justiça Federal do Paraná, que envolve a compra de um terreno para a construção da nova sede do Instituto Lula e um imóvel vizinho ao apartamento do ex-presidente, em São Bernardo do Campo. (Com Veja online e G1)


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