38 ataques a ônibus registrados este ano na Grande São Luís
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38 ataques a ônibus registrados este ano na Grande São Luís


Moradores observam ônibus incendiado nesta sexta-feira
Foram 18 ocorrências no mês de maio e mais 20 registradas em setembro, entre queimados e parcialmente destruídos; segundo a polícia, ordem para os atentados partiu de dentro da Penitenciária de Pedrinhas
Este ano, os moradores da Região Metropolitana de São Luís já viveram momentos de terror semelhantes aos registrados na quinta, 29 e sexta-feira, 30. Em maio, foram 18 ônibus incendiados pelos criminosos entre os dias 19 e 29. No mês de setembro, a quantidade de ocorrências dessa natureza já superou esse quantitativo, com 20 episódios, entre queima total e tentativas. O prejuízo total para as empresas de transporte já ultrapassa a marca de R$ 30 milhões.


Os últimos ataques tiveram início na tarde do dia 12 último. Um ônibus que fazia a linha Caratatiua/Deodoro foi incendiado na Avenida Kennedy, no Bairro de Fátima. As chamas - debeladas inicialmente pela população e depois pelos bombeiros - queimaram parcialmente o coletivo.

Segundo a polícia, pelo menos quatro bandidos se aproximaram em motocicletas e pediram que os passageiros descessem do ônibus. Em seguida, atearam fogo e fugiram. Na ocorrência, a cobradora do veículo, identificada como Benedita dos Santos Almeida, teve queimaduras de primeiro e segundo graus, o que levou à sua internação.

Passados alguns dias, os ataques criminosos recomeçaram. Na última terça-feira, dia 27, foram registrados três ataques. Com isso, o terror se instalou novamente entre os rodoviários, usuários do sistema de transporte coletivo e demais moradores da região metropolitana.

No Bairro de Fátima, houve uma tentativa de incêndio a um coletivo, não foi concretizada. Os outros ataques com destruição total dos ônibus foram registrados na Vila Conceição e no Tibiri, esse último na zona rural da cidade.


Sucessivos
Na quinta-feira, 29, foram 13 ocorrências contabilizadas que aconteceram uma após a outra em atos coordenados pelos criminosos, ordenados por detentos do Complexo Penitenciário de Pedrinhas.

Conforme a Secretaria Estadual de Segurança Pública (SSP), com base nos informes do Centro Integrado de Operações de Segurança (Ciops), foram quatro ataques em que foi registrada a perda total dos veículos incendiados. Os atos aconteceram na Nova Aurora, Pedra Caída (Bequimão), Recanto Vinhais e Forquilha. Nesse último, o ônibus incendiado estava no ponto final e as chamadas ficaram próximas a uma residência, causando o desespero dos moradores.

Além disso, nesse mesmo dia foram contabilizados outros nove ataques, mas os coletivos não chegaram a ser destruídos pelas chamas que os criminosos provocaram. Os casos aconteceram na Vila dos Nobres, Jota Lima, João Paulo, Jardim Tropical, Vila Industrial, Jambeiro, Vila Mauro Fecury, Vila Luizão e Vila Isabel Cafeteira.

Por causa dos ataques, a população de São Luís dormiu sobressaltada e acordou ainda mais. Na sexta-feira, 30, novos ataques foram registrados, dessa vez no Coroadinho e no ponto final da linha Tambaú, no município de Paço do Lumiar.

Esse último caso aconteceu à luz do dia, o que mostra a audácia dos criminosos. O ônibus foi completamente destruído pelas chamas, provocadas por criminosos que rapidamente espalharam gasolina pelo veículo e atearam fogo.
Relato de vítima
De acordo com o motorista, Francisco Sousa Cruz, o ônibus estava chegando no ponto final quando os criminosos invadiram o coletivo e iniciaram o ataque. “Eles saíram do nada. Foi horrível. Estavam to­dos armados e depois eu apenas vi as chamas, foi quando eu saí correndo”, disse.

A cobradora do coletivo, Vanusa Ferreira, também ficou bastante assustada com a situação, quase não conseguindo relatar os momentos de pânico que viveu nas mãos dos criminosos. “Eles chegaram, colocaram a arma na minha cabeça e já mandaram eu descer”, disse.

Neste sábado, 1º, completa um mês que o motorista e a cobradora trabalham na linha. Os dois relataram que já foram vítimas de assaltos no exercício de suas profissões, mas nunca passaram por momentos de pânico como os que registrados naquele dia.

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