Em São Luís, 87% do dinheiro de campanhas vêm do fundo partidário
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Em São Luís, 87% do dinheiro de campanhas vêm do fundo partidário

Por João Pedroso de Campos - VEJA 

Edivaldo Holanda x Eliziane Gama
Apenas Edivaldo Holanda Jr (PDT) e Eliziane Gama (PPS), contudo, receberam recursos de seus partidos. Três candidatos ainda não registraram qualquer doação.
Com as novas regras eleitorais, que impedem doações de empresas aos candidatos, e a falta de costume do brasileiro em doar a campanhas políticas, o dinheiro do fundo partidário se tornou valioso aos candidatos que estão nas ruas em busca de votos às prefeituras municipais. São Luís (MA) é um exemplo proeminente da importância que o dinheiro destinado às campanhas pelos partidos adquiriu. Na capital maranhense, nada menos que 87,2% das doações aos nove candidatos à chefia do Executivo municipal vieram dos cofres das instâncias nacional, estadual e municipal das legendas.

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Até agora, as campanhas ludovicenses receberam 1.375.737 reais, dos quais 1,2 milhão de fundo partidário, 129.737 reais doados por pessoas físicas, o equivalente a 9,4% do total amealhado, e 46.000 reais declarados à Justiça Eleitoral como “outros recursos”, que correspondem a 3,4% do total.
Apesar da proporção elevada, apenas dois candidatos receberam recursos do fundo partidário em São Luís. O prefeito Edivaldo Holanda Jr. (PDT), que tenta a reeleição, recebeu até agora 670.000 reais em doações eleitorais. Seu pai, o deputado estadual Edivaldo Holanda (PTC), doou 20.000 reais. Os 650.000 reais restantes, que equivalem a 97% do total arrecadado, vieram do fundo partidário, divididos em 450.000 reais do diretório nacional do PDT e 200.000 do municipal.
A proporção é ainda maior na campanha da deputada federal Eliziane Gama (PPS) à prefeitura da capital maranhense: 99,5% do dinheiro vieram do fundo partidário. Eliziane recebeu 550.000 reais da direção nacional do PPS e apenas 2.369 reais de duas pessoas físicas.
Os candidatos Wellington do Curso (PP), Eduardo Braide (PMN), Cláudia Durans (PSTU) e Rose Sales (PMB) não foram beneficiados com dinheiro de seus partidos.
Deputado estadual e segundo colocado nas pesquisas eleitorais, Wellington recebeu até agora 97.708 reais em doações à sua campanha. Foram remetidos pelos diretórios municipal e estadual do PP 46.000 reais, declarados, no entanto, como “outros recursos”. Nove pessoas físicas despejaram 51.708 reais na campanha do pepista.
Embora Eduardo Braide presida o diretório estadual do PMN, todo o dinheiro que a campanha do deputado estadual recebeu são 46.000 reais, dos quais 30.000 vieram do bolso do próprio candidato e os outros 16.000 de Fernando Braide, seu irmão.
A vereadora Rose Sales amealhou até agora apenas 6.460 reais em doações eleitorais, vindas de 12 pessoas físicas; já Cláudia Durans arrecadou 3.200 reais, doados por sete pessoas físicas.
A menos de um mês do primeiro turno das eleições municipais, os candidatos Fábio Câmara (PMDB), Valdeny Barros (PSOL) e Zeluis Lago (PPL), este com o julgamento de sua candidatura ainda pendente na Justiça Eleitoral, ainda não registraram doações eleitorais.

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