Livro sobre ‘Maria por Maria’ do professor Euclides Moreira será lançado na sexta-feira, dia 22 de janeiro

A publicação será lançada no dia 22 de janeiro, no hall de entrada da
Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação
O depoimento concedido pela médica Maria José Aragão, guardado por mais
de 25 anos pelo jornalista e professor-mestre Euclides Moreira Neto, acaba
de ser transformado em livro autobiográfico e publicado pela Secretaria de
Ciência, Tecnologia e Inovação, por meio de edição especial dos Cadernos Maria
Aragão de Tecnologia Social com a denominação de “Maria por Maria” ou “A Saga
da Besta Fera nos porões do Cárcere e da Ditadura”. A referida obra tem
lançamento marcado para o próximo dia 22, às 10, na SCTI.
São 346 páginas de pura emoção e revelação da militante política e
médica Maria José Aragão, que dedicou sua vida em favor dos menos favorecidos,
numa luta incessante por dias melhores e uma vida mais igualitária. O livro
reúne o conteúdo de uma série de entrevistas concedidas por Maria Aragão ao
jornalista Euclides Moreira Neto, no ano de 1988, cuja transcrição foi
realizada logo após sua morte, ocorrida no mês de julho de 1991. Na época em
que concedeu as entrevistas, Euclides realizava pesquisa para fundamentar o
enredo carnavalesco desenvolvido pela escola Favela do Samba que a homenageou
no carnaval de 1989 com o tema “O Sonho de Maria”.
De acordo com Moreira Neto, no momento em que transcreveu a série de
entrevista, a sua preocupação era preservar o conteúdo das entrevistas a si
concedidas, porém uma série de acontecimentos lhe impediram de fazer os devidos
ajustes e correções naquela época, como sistematizar as perguntas e assuntos,
uma vez que eles são repetidos de forma recorrente pela entrevistada, fatos que
lhe levaram a deixar o conteúdo das entrevistas em stand by por
mais de 20 anos.
Euclides Moreira Neto ressaltou que ”toda a série de entrevistas foi gravada
em vídeo no sistema VHS, o que, naturalmente, torna o material audiovisual
bastante vulnerável e efêmero”. O autor do livro esclareceu ainda que na
transcrição foi utilizada a mesma sistemática de entrevistas convencionais de
perguntas e respostas. As exceções que ocorrem no texto transcrito se registram
quando a própria entrevistada cita perguntas e respostas sobre casos e
situações que narra, relembrando algo que considerava relevante.
Para Euclides, “a narrativa de Maria Aragão é, sem dúvida, rica em
detalhes, embora, eventualmente, ela faça questão de mencionar que não é boa em
memorizar nomes e datas, o que faz com alguma frequência durante as
entrevistas. Apesar disso, o sentido da força narrativa é preservado e dá
perfeitamente para o leitor compreender o que ela gostaria de dizer”.
Euclides
revela que
é
impressionante como em sua narrativa Maria Aragão é
respeitosa com todos os que cita, não nos deixando perceber o sentimento do
“ódio por ódio”. Percebemos que foi humilde, altiva, guerreira e combativa com
aqueles que compartilharam de sua vida, assim como cultivava um profundo amor
por aqueles que considerava como amigos e por seus filhos adotivos, de quem
falava com muito carinho e orgulho.
O
autor espera q
ue
o
livro "Maria por Maria"
seja mais um testemunho fidedigno da ação de uma mulher que se doou
à causa do socialismo e à luta por um mundo melhor e mais igualitário, sem
opressores e oprimidos. Que seus erros e acertos sejam lições de vida para
todos nós, pois, eu compartilho desses mesmos ideais.
O livro "Maria por Maria" é
prefaciado por Wagner Cabral da Costa,
Mestre em História Social, professor do Departamento de História
da UFMA
,
membro do
Observatório da Violência e do Conselho Diretor da Sociedade Maranhense de
Direitos Humanos (SMDH).
Wagner,
ressalta que o livro trata-se de "
Uma feliz coincidência, por colocar à disposição das velhas e,
especialmente, das novas gerações um bom bocado da trajetória dessa
extraordinária mulher, militante comunista e médica, com seus vários erros e
equívocos, mas principalmente com sua vigorosa
energia humanista e revolucionária"
.
O AUTOR
Euclides Barbosa Moreira Neto nasceu em 13 de abril de 1957, na cidade
de Cururupu-MA. Atualmente é Professor Mestre em Comunicação, lotado no Curso
de Comunicação Social do Centro de Ciências Sociais da Universidade Federal do
Maranhão; e é Doutorando do Curso de Estudos Culturais na Universidade de
Aveiro, Portugal.
“Graduado em Comunicação Social – Habilitação Jornalismo”, na UFMA
(1976-1979); tem dois cursos de Especialização: “Teoria e Prática em
Jornalismo”, ministrado na UFMA (1981-1982); e “Planejamento da Comunicação”,
na Universidade Federal de Minas Gerais em convênio celebrado com a
Universidade Católica de Minas Gerais, Fundação Friedrich Ebert da República
Federal da Alemanha, Associação Brasileira de Ensino e Pesquisa da Comunicação
– ABPEC com o Centro Internacional de Studios Superiores de Comunicación para
América Latina – CIESPAL (1982); “Mestrado em Comunicação” viabilizado por meio
de convênio firmado entre a Universidade Federal Fluminense (UFF), Universidade
Federal do Maranhão (UFMA) e Universidade Virtual do Maranhão (UNIVIMA)
(2009-2011); exerceu a função de “Conselheiro” do Conselho Estadual de Cultura
do Maranhão (1991-1994) e (2007-2008); reorganizou e presidiu o Conselho
Municipal de Cultura de São Luís (2009-2012).
Ao longo de sua carreira como docente, sempre se envolveu com a área de
extensão e cultura, desenvolvendo atividades em todas as áreas de expressões
artísticas, principalmente na área audiovisual. Foi coordenador do Núcleo de
Atividades Visuais do Departamento de Assuntos Culturais da Pró-Reitoria de
Extensão e Assuntos Estudantis da UFMA, além de diretor daquele Departamento
(CD4), por 12 anos consecutivos (1996-2008).
Coordenou vários projetos culturais de abrangência nacional
destacando-se: o “Festival Guarnicê de Cinema”; “Festival Brasileiro de Canto
Coral no Maranhão (FEMACO)”; o “Festival Brasileiro de Canto Lírico no Maranhão
(MARACANTO)”; o “Festival Brasileiro de Poesia no Maranhão (POEMARÁ)”; o
“Festival Universitário de Reggae (UNIREGGAE)”; a “Mostra Brasileira de Humor
no Maranhão (HUMORMARÁ)” e a “Tocata de Bandas e Fanfarras do Maranhão”.
Sua intensa ação desenvolvida na área cultural na capital maranhense o
levou a atuar como produtor cultural, ator, crítico de arte e cineasta. Na
atividade audiovisual dirigiu e produziu vários filmes, obtendo diversas
premiações em festivais de cinema e vídeo pelo Brasil, destacando os filmes
“Mutações”, “Colonos Clandestinos”, “Bom Jesus”, “A greve da meia-passagem”,
“Alegre Amargor”, “Feições”, “Mamucabo”, “Periquito Sujo”, “Jardins Suspensos”
e os vídeos “A Saga Maranhense” e “O lavrador de palavras”.
No quadriênio 2009-2012 foi Presidente da Fundação Municipal de Cultura,
órgão vinculado à estrutura da Prefeitura de São Luís; no ano de 2012 recebeu
do Governo do Estado do Maranhão o título de Comendador considerando os bons
serviços prestados à cultura maranhense. Como integrante da comunidade
universitária se dedica a investigar a atuação das manifestações
culturais “reggae” e o “carnaval”, no meio cultural maranhe
se.
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