Falta de segurança no Centro deixa população temerosa
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Falta de segurança no Centro deixa população temerosa

DÁ MEDO DE ARREPIAR
Sensação de medo aumentou após homicídio registrado na sexta-feira, dia 24, quando um homem foi assassinado em praça pública
Sensação de medo aumentou após homicídio registrado na sexta-feira, dia 24, quando um homem foi assassinado em praça pública
Quem fica nas praças do Centro tem de se precaver das ações criminosas que acontecem na região
Quem fica nas praças do Centro tem de se precaver das ações criminosas que acontecem na região (Foto: Flora Dolores)

No passado o Centro de São Luís abrigou as principais escolas da rede provada e pública da cidade, pessoas ilustres moravam na região e descansar em suas praças era programa feito por famílias e namorados. Hoje, andar pelas ruas e avenidas da região central de São Luís, mesmo durante o dia, é um desafio àqueles que precisam se deslocar para os seus locais de trabalho, ou mesmo fazer compras no principal centro comercial da cidade.

A sensação de medo no Centro aumentou mais após o crime, registrado na sexta-feira, dia 24, em que um homem – que até o fechamento desta página havia sido identificado apenas como Piauí – foi assassinado a facadas, por volta das 19h30, no canteiro central da Praça do Pantheon, no Centro. O Estado esteve na tarde de ontem no Centro e constatou que a falta de policiamento na área é a principal reclamação dos usuários.
No local onde o homem foi assassinado a facadas, sentado em um banco de madeira, estava o corretor de imóveis, Jonatan Silva. Apesar do “discurso” tranquilo, o corretor afirmou que, por frequentar diariamente a região central da cidade, já presenciou vários assaltos. “Eu já vi muita gente dando mole para bandido aqui e, por pouco, não foi assaltada. Agora mesmo aquela menina ali na frente não teve o celular levado por causa da polícia”, disse.
O corretor estava se referindo à estudante do 2º Ano do Ensino Médio, Larissa Santos, moradora do Maracanã, e que estava sentada em um dos bancos da praça, com o celular à mostra. “A gente toma cuidado por aqui, mas como recebi uma ligação e estava esperando uma pessoa, olhei para o meu celular. Foi aí que vi um homem de aparência estranha e suspeita passando bem do meu lado e me encarando”, afirmou.
Outro fator, além da falta de policiamento, apontada pelos transeuntes como fundamental para a ocorrência de assaltos é a presença de usuários de drogas no trecho, mesmo durante o dia. Muitos deles fazem uso da função de flanelinhas. “Já observei pessoas consumindo drogas nesta praça [do Pantheon] ainda no fim de tarde. É só ficar aqui para ver”, disse um taxista do posto do Centro – em frente à biblioteca pública Benedito Leite – e que não quis ser identificado.
Somada a exposição de aparelhos celulares e facilitando a ação dos bandidos, muitas mulheres que fazem uso todos os dias da Praça do Pantheon verificaram itens em suas bolsas ao ar livre. “Aí fica complicado, porque a gente quer resolver alguma coisa, se lembra de pegar algo na bolsa, mas sempre tem o risco de um assalto, é complicado”, comentou a dona de casa Raimunda Silva Aguiar, moradora da Liberdade.
Procurada por O Estado, a Polícia Militar do Maranhão (PM) informou que realiza diariamente, tanto de dia quanto à noite, rondas no local.


SAIBA MAIS
No dia 29 de abril
, a mão de um homem foi encontrada em frente à Biblioteca Benedito Leite, na Praça Deodoro, nas primeiras horas da manhã. Segundo testemunhas, um homem havia sido esfaqueado na Rua das Hortas e correu pedindo socorro no sentido da Deodoro. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi chamado, mas a mão caiu no momento em que a vítima era removida e isso não foi percebido pela equipe de socorro, conforme afirmou o sargento Santos, do 9º Batalhão de Polícia Militar.

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