Marin dividiria propina de R$ 346 mi por direitos de TV da Copa América
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Marin dividiria propina de R$ 346 mi por direitos de TV da Copa América

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Conheça os envolvidos no caso de corrupção que abala a Fifa15 fotos

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DETIDO: José Maria Marin (83, Brasil) foi presidente da CBF e do Comitê Organizador da Copa de 2014. Estava no hotel em Zurique junto a outros dirigentes ligados à Fifa quando foi detido, com mais seis pessoas. O caso investiga corrupção na venda de direitos de marketing e transmissão e cita a Copa do Brasil. O contrato da CBF com a Nike também está sob investigação Marcus Brandt-3.dez.2013/EFE
A investigação realizada pela Procuradoria de Nova York descobriu que o ex-presidente da CBF José Maria Marin seria um dos cinco beneficiários de uma propina de US$ 110 milhões (R$ 346 milhões, na cotação desta quarta-feira) pagas pela empresa uruguaia Datisa, criada pela Traffic e por outras duas agências de marketing para negociações de direitos de transmissão da Copa América.
Marin e os outros acusados receberiam o dinheiro por terem feito com que a Conmebol (Confederação Sul-Americana de Futebol) e a Concacaf (Confederação de Américas do Norte e Central) cedessem à Datisa os direitos mundiais de transmissão das edições da Copa América dos anos de 2015, 2019 e 2023, além da edição especial do campeonato em 2016, evento que será realizado nos Estados Unidos e reunirá seleções de todo o continente americano.

De acordo com os procuradores norte-americanos, o esquema foi fechado em janeiro de 2014, quando Marin era o presidente da CBF (Confederação Brasileira de Futebol) e membro do comitê executivo da Fifa. Já o representante da CBF na Conmebol, à época, era Marco Polo del Nero, atual presidente da CBF, que não é citado nas investigações.
O valor de R$ 346 milhões em propina não foi integralmente pago, já que o acordo previa que o pagamento se daria em parcelas durante todo o tempo de vigência do contrato. Até agora, dizem os procuradores, do total foram repassados aos acusados um valor de U$ 40 milhões (R$ 126 milhões).
Além deste esquema na Copa América, segundo afirmam os procuradores, Marin recebeu também R$ 2 milhões anuais em propinas de parceiros comerciais para ceder direitos da Copa do Brasil. Além disso, a própria CBF também foi implicada no esquema de propinas no valor de US$ 20 milhões (R$ 63 milhões) para contratos comerciais para a Copa América de 2019, que será realizada no Brasil. Documentos da investigação confirmam o esquema. 
Marin foi preso na manhã desta quarta-feira em Zurique, na Suíça, ao lado de outros seis dirigentes do alto escalão do futebol mundial. Os cartolas deverão ser extraditados para os Estados Unidos e podem pegar até 20 anos de cadeia.
As propinas relacionadas à Copa no Brasil, de acordo com a investigação, teriam começado ainda na década de 1990. Durante 19 anos, um "alto funcionário da Fifa e da CBF" pediu a transferência de valores ligados ao contrato de venda dos direitos da Copa do Brasil. De acordo com o relatório do FBI, Marin aumentou o valor da propina quando assumiu a presidência da CBF, em 2012.
Marin teria aceitado ainda dividir o valor com dois dirigentes brasileiros. Os nomes, porém, não foram mencionados pela investigação. Os pagamentos foram feitos por meio de contas do banco Itaú, em Nova York, e do HSBC, em Londres. 
Em Zurique, Marco Polo Del Nero, atual presidente da entidade, saiu em defesa do dirigente. "São contratos assinados antes da administração de Marin. Não há nenhum contrato assinado depois", afirmou Del Nero.
A CBF divulgou uma nota no fim da manhã desta quarta-feira. A entidade afirmou que apoia as investigações e defendeu a nova gestão. "Diante dos graves acontecimentos ocorridos nesta manhã em Zurique, envolvendo dirigentes e empresários ligados ao futebol, a CBF vem a público declarar que apoia integralmente toda e qualquer investigação", disse a entidade.
No texto, a CBF afirma que "aguardará, de forma responsável, sua conclusão, sem qualquer julgamento que previamente condene ou inocente". Além disso, ressalta que a "nova gestão da CBF, iniciada no dia 16 de abril de 2015, reafirma seu compromisso com a verdade e a transparência".
José Maria Marin, no entanto, ainda faz parte da gestão atual, comandada por Del Nero. O dirigente é vice-presidente da entidade máxima do futebol brasileiro.

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