Vivência em Biodança será realizada nesta sexta-feira, na Galeria Trapiche Santo Ângelo, com tema A dança plural no solo sagrado do universo feminino
Música e movimento para se conectar com o mundo
27/03/2013 00h00

Com o tema A dança plural no solo sagrado do universo feminino, acontece hoje, às 16h, a Vivência em Biodança na Galeria Trapiche Santo Ângelo (Praia Grande). O evento integra o calendário montado por ocasião das celebrações no mês dedicado às mulheres. Aberta aos interessados, a vivência será ministrada pela facilitadora Viviane Martins de Araujo.
Ela explica que o objetivo da aula é de que o indivíduo, em sua dança, entre em um estado de vivência em que exista a fusão entre si, a música e o movimento. "A aula ou sessão de Biodança não possui conotação de espetáculo, é fonte de vivências, quando o participante experimentará momentos de conexão consigo, com o outro e com o grupo em sua totalidade, portanto o ambiente é preparado com cuidado especial para despertar o sentimento da sacralidade da vida", reforça Viviane Araujo.
Desta forma, mesmo tendo o tema voltado paro o feminino, a vivência é aberta a ambos os sexos. "Portanto, o convite para a participação também se estende aos homens. A roda de Biodança está aberta para acolher o masculino e o feminino em seu todo maior", diz a facilitadora.
Ela conta que o tema A dança plural no solo sagrado do universo feminino foi sugerido pelo diretor da Galeria Trapiche Santo Ângelo, o poeta e escritor Paulo Melo Sousa. "Paulo Melo conhece, vivencia, cursou parte da formação e é um grande apreciador da Biodança", explica a facilitadora.
A proposta do tema é que o movimento, a expressão e o comportamento sejam constituídos de uma mescla dos princípios femininos e masculinos, qualidades que, segundo Viviane Araujo, permeiam todo o universo. "Nada é completamente feminino ou masculino, no entanto quando há a interação desses princípios, surge um movimento expressivo. Expressam-se ambos em um mesmo contexto, misturados e possibilitados no momento, em harmonia com as nossas potencialidades e agindo como pessoas integrais", opina a facilitadora.
Biodança - A Biodança (ou Biodanza) surgiu no fim da década de 1960, com o antropólogo chileno Rolando Toro, baseada em seus estudos das manifestações antropológicas nas danças primitivas que o permitiram compreender aspectos humanos, como o vínculo humano consigo, com seus semelhantes e com a natureza.
A partir daí, Toro desenvolveu um modelo teórico no qual relaciona a dança com necessidades do ser humano e sistematizou um conjunto de exercícios que correspondem a essas necessidades estudadas por ele. Ele agrupou-as em cinco conjuntos aos que nomeou de linhas de vivências: vitalidade, sexualidade, criatividade, afetividade e transcendência. Elaborou também uma metodologia própria para operacionalizar os conceitos que foram desenvolvidos durante a construção do que ele definiu como um sistema de integração e desenvolvimento humano.
A eficácia de um exercício de Biodança é produzida a partir de uma íntima interação entre a música, o movimento e a vivência, que formam um conjunto organizado em que cada elemento é inseparável do outro. Dessa forma, a coerência entre a música e o movimento constituem o método principal da vivência em Biodança. "A vivência é uma experiência com efeito regulador, unificador e é singular para cada pessoa", opina Viviane Araujo.
A música, aliás, tem papel fundamental na vivência. "Utilizamos em Biodança uma música específica, com potencial integrador, expressivo e criativo que pode ser apenas instrumental ou não, mas com uma carga poética. É uma música orgânica, que respeita os ritmos orgânicos", pontua a facilitadora.
Viviane Araujo conta que a Biodança busca o movimento pleno de sentido, englobando os aspectos somáticos, expressivos e emocionais, gerando no participante vivências integradoras, inspiradas no princípio biocêntrico, que define um estilo de vida pautado no respeito, preservação e nutrição da vida e dos sistemas.
As aulas de Biodança obedecem ao princípio da progressividade e os grupos de participantes são categorizados em iniciantes, intermediários e avançados. Dessa forma, os exercícios vão sendo introduzidos gradualmente e aprofundados à medida que o grupo amadurece. "Esta vivência destina-se a iniciantes, por isso quem desejar pode participar", ressalta a facilitadora.
A vivência será dividida em dois momentos. O primeiro será uma espécie de bate-papo entre a facilitadora e os presentes, quando ela falará sobre a Biodança, seus aspectos e história e o segundo será a parte prática propriamente dita.
Facilitadora - Viviane Araujo explica que, para atuar como facilitadora em Biodança, é necessário ter habilitação em facilitador titular, cumprindo uma formação que inclui estudos teóricos e vivências de desenvolvimento. O curso tem duração média de três anos, com elaboração e defesa de monografia. Ao ciclo básico seguem-se as especializações e extensões.
A formação do facilitador de Biodança é coordenada pela International Biocentric Foundatione e as escolas de formação têm em seu corpo docente facilitadores com habilitação de didatas credenciados pela fundação.
Viviane Araujo tem formação de facilitadora titular em Biodança desde 1997, formou-se também didata em Biodança em 2009, pela InternationalBiocentric Foundation em curso ministrado pelo criador da Biodança Rolando Toro.
Tem formações superiores em Educação Física e Administração, cursou metade do curso de de Psicologia. Atualmente ministra vivências e oficinas em Biodança.
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