Em homenagem aos dias Mundial do Teatro, Nacional do Circo e do Artista Circense, programação movimentará o Sesc Deodoro
Para festejar o teatro e o circo

27/03/2013 00h00

Em homenagem aos dias Mundial do Teatro, Nacional do Circo e do Artista Circense, celebrados hoje, dois espetáculos movimentarão o Sesc Deodoro (Praça Deodoro) e o palco do Teatro Alcione Nazaré (Praia Grande), a partir das 12h, uma iniciativa do Sesc por meio do projeto Circo- Estética, Riso e Técnica. Uma programação especial também será realizada no espaço Angelus Novus (Praia Grande).
O Grupo Attivitá apresentará toda a magia da dança, a partir das 12h, em Mutação, fragmento do espetáculo Urbanus. Já a Companhia Mira Mundo presenteará o público infantil com o espetáculo Palita Presepada em: O Piquenique. A apresentação acontecerá às 19h, no Teatro Alcione Nazaré (Praia Grande). Hoje será realizada também a oficina Brincando com os Malabares – Swing, a ser ministrada pela maranhense Andressa Cabral, das 8h às 12h, no Terraço do Sesc Deodoro.
No espaço Angelus Novus (Praia Grande), será apresentada mesa redonda sobre o tema O Circo na Formação do Ator, às 10h. Durante o encontro, os debatedores Michelle Cabral, Luiz Pazini, Braz Morais, Pablo Fabrício e Charles Monteiro discutirão sobre a importância da arte circense no aperfeiçoamento do profissional das artes cênicas. A atriz Keyla Santana será a responsável por mediar os debates.
Iniciativas - Segundo a técnica em cultura Carol Aragão, a cena teatral tem crescido bastante no Maranhão, graças às diferentes iniciativas, quantidade de grupos e o interesse pela legalização. “Nós temos ainda o Curso de Licenciatura em Teatro da Universidade Federal do Maranhão (UFMA) e ainda as iniciativas que acontecem ao longo do ano, como a Semana do Teatro, a Mostra Guajajaras e as ações do Sesc, que acontecem em diferentes épocas, fomentando o teatro e a cultura no geral. Isso mostra que temos avançado bastante”, destacou Carol Aragão.
No mês de abril, será realizada a VIII Semana de Teatro no Maranhão, de 8 a 14 de abril, no Teatro Arthur Azevedo (TAA), e em outros cinco municípios maranhenses no período de 26 de abril até 5 de maio. Ao todo, serão 11 espetáculos do Rio de Janeiro, São Paulo, Distrito Federal, Pernambuco, Piauí, Goiás e Pará; 10 de São Luís, Imperatriz e Açailândia; seis de circulação (circense) e cinco performances e intervenções de São Luís. Também foram selecionadas 10 oficinas ministradas por professores/artistas de São Luís, São Paulo e Belém. A semana terá ainda apresentação de espetáculos no palco do teatro Alcione Nazaré e em praças públicas.
As oficinas acontecerão nos espaços e salas do Teatro Arthur Azevedo, Centro de Artes Cênicas do Maranhão, ECI-Museum e Casarão Angelus Novus (Praia Grande). O espetáculo da noite de abertura, dia 8 de abril, será Simplesmente Eu, Clarice Lispector, às 20h, no TAA. Na apresentação, a atriz Beth Goulart vive momentos marcantes da vida da escritora. O espetáculo foi indicado ao Prêmio Shell 2009 de Melhor Iluminação (criada por Maneco Quinderé) e Melhor Produção pelo Prêmio APTR.
Na opinião da artista circense Sandra Cordeiro, coordenadora da Cia. Pés de Fulô de Teatro de Bonecos, os dias Mundial do Teatro, do Circo e do Artista Circense é uma festa e mostra que o teatro vive e é útil ao ser humano. “Precisamos do circo e do teatro para mostrarmos o outro lado do mundo, em oposição ao lado cruel. Alguém sempre deverá estar fazendo teatro para que este permaneça nos anais da história. Nós estamos fazendo a nossa parte”, disse Sandra Cordeiro, que viajará o sertão nordestino com a companhia levando a alegria do circo para o interior do Brasil.
O Dia Mundial do Teatro foi criado em 1961 pelo Instituto Internacional do Teatro, data da inauguração do Teatro das Nações, em Paris. O marco principal foi a reunião de um grupo de pessoas em uma pedreira, nas proximidades de uma fogueira, para se aquecer do frio. A fogueira fazia refletir a imagem das pessoas na parede, o que levou um rapaz a se levantar e fazer gestos engraçados que se refletiam em sombras. Um texto improvisado acompanhava as imagens, trazendo a ideia de personagens fracos, fortes, oprimidos, opressores e até de Deus e do Diabo.
A representação existe desde os tempos primitivos, quando os homens imitavam os animais para contar aos outros como eles eram e o que faziam, se eram bravos, se atacavam, ou seja, era a necessidade de comunicação entre os homens.
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