Uma viagem pela história do Guarnicê do superoito ao digital
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Uma viagem pela história do Guarnicê do superoito ao digital

O início nos anos 1970

Neste ano, o Festival Guarnicê de Cinema comemora 40 anos e, durante todas as edições do evento, sempre teve como principal objetivo enaltecer as produções cinematográficas maranhenses. O quarto festival de cinema mais antigo do Brasil traz em seu nome a forte ligação com as raízes locais.  

A palavra guarnicê se refere ao momento no qual os brincantes de Bumba-meu-boi se agrupam e esquentam os tambores e pandeirões em uma fogueira, enquanto entoam cantigas para anunciar o começo da festividade.

Agora, é a nossa vez de esquentarmos nossos instrumentos e nos prepararmos para comemorar os 40 anos do Festival. Para isso, vamos fazer um passeio por toda a história do evento, narrando os momentos mais marcantes dessa manifestação cultural do povo maranhense. Você está convidado para embarcar nessa viagem! Ao final da caminhada, você entenderá o porquê do Guarnicê ser uma manifestação popular tão maranhense, tão nossa, tão sua.
Para começar, vamos conhecer um dos movimentos mais importantes e precursor das produções cinematográficas locais: “O Movimento Superoitista”.
Em meio ao um estado de repressão durante a Ditadura Militar, a Universidade Federal do Maranhão incentivou a criação de grupos artísticos nas mais diversas linguagens. Surge, assim, o Cineclube Uirá, que teve como função trabalhar a linguagem cinematográfica, visando o fomento da produção e a difusão de filmes locais.
A criação do clube estimula o grupo de jovens estudantes que se unem para enfrentar as adversidades tão comuns à época: desde as dificuldades com produção, até a censura do governo militar. Os desbravadores se dedicaram à arte da cinematografia, alcança reconhecimento local e nacional pela quantidade e qualidade dos trabalhos realizados.
O Movimento Superoitista, “nome” dado a esse grupo de jovens e as suas produções, ganhou tanta proporção que os filmes produzidos pelo movimento foram premiados em vários festivais de cinema do Brasil. O filme Os Peregrinos de São Luís, uma das obra mais icônicas do cinema maranhense, de 1975, obteve o primeiro lugar no 3º Festival Nacional de Cinema (FENACA), que foi sediado em Aracaju (SE).
A grande repercussão dos trabalhos dos cineastas maranhenses gerou uma necessidade de espaço no qual pudesse mostrar os filmes produzidos aqui, além da construção de diálogos sobre assuntos voltados para sétima arte. Outro ponto importante e fundamental para moldar o atual cenário fílmico local,  foi a atenção dada a formação de mão de obra local e de ações voltadas ao estímulo da cultura de consumo de produtos cinematográficos, com o objetivo de aumentar o público que consumisse filmes no Estado.
Com isso, surgiu, em setembro de 1977, a 1ª Jornada Maranhense de Super 8. Mas deixaremos essa viagem para o próximo post. Retomaremos nosso percurso na próxima semana. Até lá!

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