Morre aos 68 anos o ex-jogador Johan Cruyff
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Morre aos 68 anos o ex-jogador Johan Cruyff

Cruyff chegou a fumar 20 cigarros por dia e fez campanha contra o tabagismo


O holandês Johan Cruyff, que morreu nesta quinta-feira (24), chegou a fumar 20 cigarros por dia e fez campanha contra o tabagismo.

Principal jogador da seleção holandesa na Copa do Mundo-1974 -time que ficou conhecido como "Laranja Mecânica"-, Cruyff lutava contra um câncer no pulmão. A doença havia sido diagnosticada em outubro de 2015.


"Eu tive dois vícios na vida: fumar e jogar futebol. O futebol me deu tudo, e o cigarro quase jogou tudo fora", repetia o ex-jogador, que acostumou-se a repetir a frase desde que virou garoto-propaganda da luta contra o tabagismo em 1991. Precisou passar por uma cirurgia cardíaca e ouvir os apelos da mulher, Danny Coster, para largar o cigarro.

No Ajax, berço esportivo de Cruyff e embrião do lendário Carrossel Holandês, são várias as histórias envolvendo o célebre camisa 14 e o cigarro. Há até foto dele segurando o troféu da Copa dos Campeões ao mesmo tempo em que segurava um cigarro.
Revolucionário dentro e fora de campo, Cruyff tentou esconder seu vício mais nocivo no Ajax, mas isso era impossível, tanto que ele criou o hábito de fumar nos intervalos das partidas e logo depois do banho após os jogos.

Certa vez, Rinus Michels, o mítico treinador que colocou o futebol total em evidência, viu Cruyff fumando no ônibus. O técnico se aproximou de seu craque, ficou na frente dele, e Cruyff tentou esconder o cigarro no bolso. Dois minutos se passaram, e a mão do craque acabou queimada.

Quando virou de vez uma estrela global, especialmente após chegar ao Barcelona, Cruyff já pouco se importava com a imagem de esportista fumante.
Logo após realizar seu primeiro jogo pelo Barça, acendeu um cigarro no túnel que levava aos vestiários. Voltou a aparecer com um cigarro depois do banho. Era uma forma de mostrar de cara na Espanha que aquele hábito não seria abortado, muito ao contrário.

Com o parceiro Rinus Michels no comando do Barcelona, ele se sentiu em casa e ainda mais livre para fazer o que queria. O único técnico que ousou confrontar a liberdade de Cruyff e seu tabagismo foi o alemão Hennes Weisweiler. Por isso ele perdeu o emprego após só uma temporada no Barça. "Weisweiler não é o técnico da minha escolha", definiu Cruyff.

Quando virou treinador, Cruyff passou a fumar ainda mais. Não por ser chefe ou por dirigir seu amado Barcelona, mas porque o estresse da profissão contribuía para seu vício.

Indagado na época sobre o que ele, como treinador, pensava de jogadores fumantes, Cruyff defendeu a si mesmo: "Se eles forem bons como eu era, eles podem fazer o que eles quiserem".
Pouco tempo depois, o ateu Cruyff precisou escolher entre a vida e o cigarro. "Eu não fumei nunca mais porque me falaram que eu morreria se eu continuasse fazendo isso", falou ele em 1991, já servindo a campanhas contra o tabagismo e já trocando cigarro por pirulito na boca.

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