Família de jornalista morto durante Mundial pede indenização milionária
O governo do Estado de São Paulo
poderá arcar com uma indenização milionária caso seja considerado
culpado pela morte do jornalista argentino Jorge López, de 38 anos,
vítima de um acidente automobilístico na madrugada do dia 9 de julho
deste ano. A família do profissional de imprensa entende que a
administração do Estado tem responsabilidade no caso e deve indenização
de US$ 1,5 milhão aos seus parentes.
O acidente ocorreu numa estrada
localizada na região de Guarulhos, nos arredores da capital paulista. O
repórter estava dentro de um táxi que, durante a viagem, foi atingido
por um carro ocupado por criminosos que fugiam de uma perseguição
policial. Contratado pela jornalista Verónica Brunati, mulher da vítima,
o advogado Carlo Frederico Müller diz tomar as medidas necessárias para
conseguir o valor na Justiça.
Sócio do escritório Müller e Müller
Advogados, ele deverá representar a família de López no Brasil. Além de
patrocinar a ação em que pede a condenação do Estado por danos morais e
pensão para os filhos do correspondente internacional, Carlo também vai
atuar como assistente de acusação no inquérito criminal contra os
bandidos que causaram a tragédia.
Ao falar sobre o caso, o profissional
de direito argumenta que o Estado tem responsabilidade pela imprudência
na operação policial e pela falha do esquema de segurança na cidade por
ocasião de um evento da magnitude de uma Copa do Mundo. Jorge López
estava no país trabalhando para a rádio La Red e para os jornais Olé, da Argentina, e Sport, na Espanha.
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