Cantor e compositor maranhense Joãozinho Ribeiro grava seu primeiro CD, no Teatro Arthur Azevedo, hoje e amanhã.

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Cantor e compositor maranhense Joãozinho Ribeiro grava seu primeiro CD, no Teatro Arthur Azevedo, hoje e amanhã.

O Teatro Arthur Azevedo (Rua do Sol, Centro) está reservado hoje e amanhã, às 21h, para a realização do show Milhões de Uns, que marcará a gravação do primeiro CD do cantor e compositor maranhense Joãozinho Ribeiro, com a presença de convidados especiais, entre eles, os cantores Zeca Baleiro e Chico César, que retornam a São Luís especialmente para a ocasião. O nome do espetáculo musical é também o de uma das canções, já interpretada pela cantora Célia Maria em 2001, que lhe rendeu dois prêmios Universidade FM, nas categorias Melhor Letra e Melhor Música.
Para a apresentação de hoje, Joãozinho Ribeiro terá como convidados os cantores Rosa Reis, Lena Machado, Milla Camões, Alê Muniz e Josias Sobrinho, além do Coral São João. Amanhã, será a vez de Chico Saldanha, César Teixeira, Lena Machado, Célia Maria, Rosa Reis e Coral São João, que tem à frente o regente Fernando Mouchrek. Além deles, subirão ao palco Zeca Baleiro e Chico César, sendo que o primeiro se apresentará nas duas noites de gravação e o segundo apenas amanhã.
A obra de Joãozinho Ribeiro abrange diversos gêneros musicais, como choro, samba e afins. Um total de 80 composições dele já foram gravadas por artistas maranhenses, entre elas Erva Santa (com Betto Pereira), Asas da Paixão (com Rosa Reis) e Gaiola (com Claudio Pinheiro). Todas essas músicas, entre outras, estarão no repertório do show que marcará esse momento especial da carreira do artista.
"Joãozinho Ribeiro é um poeta e compositor maiúsculo. Mas sempre foi mais que isso. João é uma espécie de 'guru da galera', o cara que aponta caminhos, que lança luz sobre as trevas culturais da cidade de São Luís - incansável, obstinado, convicto", declarou Zeca Baleiro sobre o amigo.
Segundo Baleiro, havia uma torcida antiga (e ele se inclui nela) para que Joãozinho Ribeiro deixasse de lado um pouco sua porção "agitador cultural" para gravar o primeiro disco autoral. "Finalmente parece que a torcida começa a dar resultado. João se prepara para, com o suporte de alguns convidados especiais, gravar um CD, com a sua vasta obra nunca dantes registrada em toda a sua magnitude e esplendor", complementou Zeca Baleiro.
No show de hoje, serão apresentadas 23 músicas, sendo algumas inéditas. Zeca Baleiro, por exemplo, cantará duas, Palavra e Derradeiro, e amanhã, Chico César interpretará Saracuramirá. A gravação terá duração de uma hora e meia para cada noite. Os dois shows serão diferentes e resultarão em um CD duplo, que será lançado em 2013, provavelmente no segundo semestre. O trabalho final será feito em São Paulo.
De acordo com Joãozinho Ribeiro, em entrevista a O Estado, três canções adicionais serão gravadas em estúdio, sendo uma delas Asas da Paixão, com Elba Ramalho, e outra, Estrela, com Paulinho Pedra Azul. A terceira ainda está sendo escolhida.
"Este é um momento de muita felicidade para mim, pois reflete a união de várias pessoas por meio do cimento humano que costumo chamar de cultura", declarou Joãozinho Ribeiro, que já compôs pelo menos 200 músicas e é um dos compositores que mais tiveram sua obra gravada por artistas no Maranhão.
Ribeiro revelou que os shows serão momentos de celebração dele com seus amigos e que este é o formato ideal para a realização de seu sonho de gravar um CD. "Os shows serão uma espécie de celebração ecumênica musical, pois reuniremos representantes de diferentes gêneros musicais e gerações. São pessoas diferentes e que, graças às suas diferenças, estarão reunidas no palco", disse.
História - O maranhense Joãozinho Ribeiro nasceu em 29 de abril de 1955, na Rua 21 de abril, no bairro Coreia, em São Luís. Técnico da Receita Federal, bacharel em Direito pela Universidade Federal do Maranhão e ex-secretário de Estado da Cultura, o compositor passou a infância nas ruas e bairros do subúrbio e casarões do Centro Histórico embalada pelos apitos da fábrica, que “roubavam” a mãe operária, para o trabalho.
À medida que cresceu o menino, crescia o artista. Nas décadas de 1950 e 1960, já simpatizava com as canções de Ângela Maria, Orlando Silva, Dalva de Oliveira, assim como o ecoar dos tambores nas noites de São João em São Luís, lá para as bandas da Floresta, Matadouro e Monte Castelo, impregnando em si o forte sotaque das zabumbas.
Nos anos 1970, no bairro do Desterro, sua diversão era dedilhar violões em salões de barbeiros, ouvir vitrolas do baixo meretrício, tocando boleros de Waldick Soriano e o reggae jamaicano, em meio a visitas para tias de um velho casarão da Rua Afonso Pena, em tempos de ladainha e novenas, acompanhadas por músicos do antigo jazz e queimações de palhinha.

Serviço

• O quê
Milhões de Uns, de Joãozinho Ribeiro
• Quando
Hoje e amanhã, às 21h
• Onde
Teatro Arthur Azevedo
(Rua do Sol)
• Ingressos:
R$ 50,00 (à venda no teatro)
FONTE: http://imirante.globo.com/oestadoma/noticias/2012/11/27/pagina234660.asp

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